quinta-feira, 22 de maio de 2008
To nem ai.
Falo palavrão
Escuto rock
Brinco sozinho
Me divirto com meus amigos
Tenho mania de pensar que me levam a filosofias estranhas e bizarras
Não sei o que escrever
Só me basta lembrar o dia de ontem
Histórias particulares de Biografias "best sellers"
Revolução individual como disse a senhora
Led Zeppelin tocando no meu celular
Exaltassamba logo em seguida
Rala que Rola
Sempre jogando bola com o dedo fraturado
Enfim, sem mais demoras.
posted by Curupira da cidade grande. @ 12:56   1 comments
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Ensaio em uma mesa de bar ou nas aulas do Fridman.

Surrealmente, pensei muito nesse momento de prova e no plano de tirar zero virou pó – ou urina causada pelo nervosismo da dúvida -. Marx, personagem na história do qual tenho pretensão de superar, deve ter se revirado onde quer que esteja pela falta de ousadia.

Nessas aulas de sociologia o que mais chama atenção é a ênfase em apenas três palavras extremamente complexas. Essas são: trabalho, criação e lunático. A figura do lunático – onde eu me encaixaria – se materializou em outras pessoas. Criar serviu como uma luva em meu mente totalmente voltada para idéias empíricas ditas sem valores para a normalidade. E, por fim, o trabalho que realmente é uma força comprovada pela física.

Voltarei um pouco em minha memória e nos remeter aos primeiros versos de “Brain Damage”. A saudosa música do Pink Floyd – por sinal, minha favorita – conta sobre um ser lunático que, relacionado com o espantalho de Mágico de Oz, está deitado na grama e remonta aquela imagem de visão mundana diferente e o sentimento único de existência. Esse Espantalho se encarnou primeiramente em minha mãe – personagem mais que única na minha vida -. Em seguida, dentre as grandiosas fantasias de minha mente, me vesti de espantalho estar próximo ou sendo um Deus onisciente.

Então chega, sempre no horário, o não-último lunático valendo-se do mesmo empirismo que tento beber, do pensamento propriamente dito e da negatividade. Não analisem a palavra negatividade proveniente do negativo. Pelo contrário, essa negatividade é a negação de tudo que há no mundo. Acho que me sinto infectado por essa negação, talvez por isso eu escrevo hoje.

Criar se compromete diretamente com a auto-realização, tanto material quanto filosoficamente. Quando ouvi isso pela primeira vez me senti extremamente bem pois minha criatividade é uma habilidade da qual todos me conhecem por ela.

Todavia, para o ser humano se auto-realizar no mundo como tal precisa transformar a criação material em utensílios para o bem comum – aqui se lê exemplos de todas as invenções úteis para a humanidade. Desde um simples clips até um avião -. Até aqui, tudo bem. Eu sabia disso, todos conhecem essa premissa. Porém, o pensamento é diferente. Quando iniciamos uma idéia, essa totalmente abstrata, necessitamos transforma-las em realidade ou aplica-las na nossa realidade, pois do que adianta a vida lunática sonhando com uma utopia se a ilha se afasta cada vez mais?

Marx, na figura do ser lunático me ensinou isso também.

Resumindo, os processos criativos voltados para o campo semântico do pensamento é um caminho mais tortuoso para se auto-afirmar no mundo e assim,cair em um belo clichê – “Quero um mundo melhor”.

Ainda destrinchando a palavra criação posso chegar a minha dificuldade que me faz entrar em conflito e buscar mais e mais a “síndrome de Adão”. Criarei meus filhos da mesma forma única que fui criado e assim transmitir através da criação valores que já são raridades no mundo. Dessa forma, meus sucessores sempre adquirão um vinculo forte com a humanidade e daqui a séculos o mundo se transformará por si. Pela mentalidade que foi transmitida de geração a geração.

Voltando a criatividade. Cada homem necessita de ferramentas primarias para fazer sua criatividade se tornar real. Porém, cara “bicho-grilo” é fruto da sociedade e sua cultura. E, sem demoras, a sociedade é feita pelos bens e valor de quem apropria do trabalho alheio. Ou seja, chegamos ao meu conflito! Vejo pessoas com um potencial de mudar a visão de mundo ou simplesmente se fazer único, entretanto desconhece tal valor por não ter ferramentas necessárias para realizar a criatividade.

Eu me sou um desses casos. Novamente me identifico com Marx por ter a ambição de escrever de forma literal e nunca conseguir por falta de talento. Resultado: Tudo Queimado.

Ouso entrar agora no campo dramaturgico do trabalho. Escravos e Reis. Servos e Senhores Feudais. Major Domos e Reis Merolíngios. Empregados e Empregadores. Acredito na análise feita pela Antropologia a partir da vivencia de uma experiência. Concordo com o trabalho forçado como início de um ciclo em que meu semelhante – e eu – se aliena. Como troca de trabalho ganhamos dinheiro que esse é revertido em consumo de um produto feito por outro empregado alienado. Nesse período não se sobra tempo para o proletariado criar ou se instruir para buscar a auto-realização.

Até aqui Marx tem toda a razão.

Claro, sempre terá. Ainda falta muito conhecimento para eu descordar dele.

Sempre tem um porém. Agora não será diferente. Mas como disse um pouco a cima, a antropologia nos permite descrever e analisar certos aspectos sociais por uma experiência vivenciada por nós em um meio estranho. Logo, pelo fato de ser uma pessoa elitista posso afirmar que até a transmissão de pensamento que tem como emblema a educação é alienante. Ser professor é, talvez, a profissão mais ingrata que se pode ter, pois existe toda a mítica do idealismo. Entretanto, todos são seqüestrados pelo trabalho que o possuidor da força trabalhista é o Estado ou até alguma escola particular.

Conseqüentemente a falsa idéia de engajamento na qual provem de um professores ensinando um ideal de mundo ou simplesmente “doa” conhecimento para se alienar em seu salário e nas preocupações de todo homem pós-contemporâneo.

Não me privo da polêmica feito em torno do neologismo “aluno”. Acredito que com o acumulo de conhecimento, nosso entendimento e teorias mundanas entram em um grau maior de complexidade. Todavia, é de natureza inerente o ser humano ser vaidoso. Esse nos faz despejar conhecimento para todos os ventos e, portanto, criar uma auto-imagem de não alienação – um belo sofisma, não acham?. Vou mais afundo afirmando com todas as letras que até mesmo o conhecimento nos aliena porque a teorização do mundo se torna mais freqüente nos distanciando do mundo real. Mais uma vez: alienação.

Quem teve paciência de chegar até aqui deve se perguntar onde devo construir um ponto final. Sem mais demoras, reafirmo toda a minha loucura exposta em mesas de bar onde digo que a única utopia possível é a desconstrução do mundo conhecido. E os menos instruídos que se cansarão do descaso do Estado e da repressão intelectual feita pelo trabalho e assim voilá! Relembraremos do dia 5 de novembro – ou Guy Fawkes reencarnado em V. E assim, retomar um período utopicoaté voltarmos para esse caos veloz, sem afetividade e sem vínculos.

Também com esse pequeno término peço remissão de todos meus entendimentos de mundo do qual se transformou em petulância e futilidade, Onde hoje, depois de mais uma aula de sociologia me fez pensar como é perigoso entrar nos domínios do pensamento pois tudo, nada a mais que tudo, não passa de alienação, teorias e surrealidade.
posted by Curupira da cidade grande. @ 00:01   4 comments
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