quinta-feira, 31 de julho de 2008
Invincible.
Eu adoraria escrever antes. Minhas férias acabaram e com muita certeza foram as melhores dos penúltimos tempos. Entretando como apontamento de memória prefiro tentar me aprofundar em ontem.
Sim, ontem. Mais uma vez encerro minhas férias em grande estilo com um show digno de idealizações no meu fantástico mundo. Ano passado (ou retrasado, não lembro) babei pelos mutantes na voz da Zélia Duncan e meu amado Arnaldo Batista de anjo porém esse ano foi mais grandioso. Como todos que ainda perdem tempo lendo isso aqui sabem que a grandiosidade vem do pensamento e da desordem que isso causa em mim.
Voltando um pouco (hahahahhahaha) sou obrigado a descrever o dia de ontem para botar em minha biografia.

- Puta merda... 18:05! ainda quero dormir para não ficar desanimado no show..
Chego em casa, não tem ninguém ligo o Media Player e Lenine se faz presente enquanto busco no escuro meu travesseiro. Na volta para a cama boto meu celular para despertar 19:10. Minha inquietação não me permite dormir então busco o monobloco na minha biblioteca e a noite da alegria começa.
Vou me arrumar, minha dúvida agora a que roupa usar. Não queria me parecer com mais um indie metido a intelectual cheirando a arrogância e muito menos poderia estar casual de mais. Paro de pensar e visto qualquer roupa e já penso nos golpes de karatê que a Lorena me daria por chegar atrasado. Entro em um táxi e o motorista olha para meu tênis, depois aumenta o som e o Belo entra em minha "playlist" pré-show. Cheguei no MAM e meu celular estava com 4% de bateria ligo para a Lorena e meu celular não completa a ligação. Ela me ligara antes e eu atendo, putz! a cobrar de novo... Retorno a ligação e me dou conta que existe uma fila imensa para entrar. Me perco na noite olhando para todas aquelas pessoas e esqueço da Lorena. "- vira! vira para trás!" "- hã?! tem muita gente aqui!" "- só vira!" "- tá bom! ahhh já te vi!".
(...)
Entramos no Vivo Rio, Jay Vaquer finge ser uma marionete, depois tenta cantar, eu não escuto e pego uma devassa (que, sem dúvida, é a pior cerveja que existe). Ele parece um viado, descubro que muita gente parece viado no show. A amiga da Lorena diz para ficarmos mais próximo do palco e então o melhor da noite acontece. O anarquista me aborda e então começa a pregar sua idéia de desobediência civil, ele quer pular para a parte da pista vip. Não preciso dizer que foi ignorado. Logo depois um gordinho (para ser bem eufemico) diz que está no show para fazer amigos e por fim uma garota quase atinge um orgasmo do meu lado. Rolou também a garota armada mas essa entra no grupo dos indies chatos então não vou perder tempo com ela.
O pré-show termina e ficamos conversando, já havia percebido antes mas só agora pude ver que a Lorena estava realmente empolgada e toda a minha idealização do show estava prestes a acontecer.
Assim que eu chego o show começa e Knigths of Cydonia é o carro abre-alas. As luzes estalam e todas as cores, a guitarra me lembra um bangue bangue, começo a pular e cantar, as luzes continuam alucinadas distorcendo meus sentidos, me sinto perdido sem vontade de me achar, e então vejo o vídeo que rola no palco, alí descobri que seria uma viagem como toda a crítica diz. Acaba a música e olho para a "amiga" (não lembro do nome dela mas sei que realmente é muito gente fina!) e ela já diz que tomou umas 987468638746387 cotoveladas da Garota-Orgasmo. Depois observo a Lórien... realmente sei que não estaria alí se não fosse ela, até porque foi ela quem votou pilha para ir. Mas não esperava vê-la liberta de suas barreiras (ou foi o que pareceu).. enfim, isso já me bastava para o show ser ótimo.
Mas como eu acho que já disse aqui, o Muse foi além. Na segunda música já pingava de suor e os solos de guitarra aumentavam mais ainda minha atenção a todos os detalhes, desde alguma coisa que eu desconhecia na lorena a pláteia sem graça nos camarotes.
Resumindo mais ainda, já que estou sem saco de escrever mais quero guardar aqui e na minha memória para sempre três músicas.
Supremassive Black Hole chegou aos meus ouvidos para comprovar minha profecia! sabia que eu remontaria uma boate russa (ou de qualquer outro país da europa oriental) onde Vin Diesel se encontra com a máfia. Todo mundo dançando e uma boca negra bem articulada na tela "Supremassive Black Hole".
Não escutei Filip mas Time is Running Out foi a música mais cantada, vibrando em frequências ultra-sônicas, me fazendo pular cada vez mais alto. Fiquei rouco pagando a promessa que fiz a Nat-Nat! Alucinado depois de altos solos de guitarra agudos e a bateria acompanhada de luzes. Também sou obrigado a lembrar dos balões com papel picado dentro além das colunas de fumaça! Não tenho palavras para o novo rock progressivo!
Para terminar a aula de Rock ensinado pelo Muse termino com Invicible! Com a bateria e o vídeo mostrando toda a diversidade cultural do mundo, todas as injustiças feitas pelo homem além de fogos quando a palavra invincible vinha a tona. Me livrei de meus males, o rock não está perdido e ele tá bem vivo ainda motivando a negação desse mundo moribundo! A bateria evocava-nos, geração atormentada e perdida, rebeldes sem causas, arrogantes metidos a intelectuais e todos outros fanfarrões a serem juntos, invencivéis às contradições e a tristeza que não pode pensar em chegar.

[extremamente longo e massante, eu sei.]

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posted by Curupira da cidade grande. @ 22:00  
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