Caras moscas,
Fiz uma experiência maravilhosa na semana passada. Como já sabem esse servo todo dia se encontra com a Ponte muito bem descrita por Lenine mas dessa fez foi diferente... Para variar segui viagem em pé, dentro do 996, sem fones de ouvidos ou sem a Alice nas minhas mãos. Entrei no ônibus e fui para o fundo dele.. para variar olhei para a janela e os pensamentos me entorpeceram até que uma mulher se mostra humana e se oferece para segurar minha mochila. Brilhante! Não esperava isso e quando tento ler a capa do livro dela me deparo com a maior janela que já vi na minha vida! Não havia propaganda na traseira do 996!!
Isso já passavamos da Rua das Laranjeiras e percebi algo óbvio, tudo não vinha até mim como percebe-se ao estar no volante ou no carona do automotivo e nada passava pelos vidros laterais. As coisas simplesmente iam embora, sempre se distanciando no momento que eu buscava algum detalhe. Os carros se aproximavam ao invés de seguirem seu caminho e eu via tudo diminuindo. Estranho para uma pessoa egocêntrica ver concretamente as coisas se esvaziando e desaparecendo. A luz no fim do túnel Santa Bárbara também não existia mais, agora a luz só se distanciava! "Meu Deus, está tudo ao contrário" dizia comigo mesmo.
Chegamos na Ponte Rio-Niterói e imaginei tal situação com pessoas. Arrisco generalizar e afirmar que hoje, individuos das mais diferentes formas agem de forma semelhante. Sem perceber a grande maioria impede dos outros chegarem perto e por buscarem mais tempo correm o mais depressa possível se dispersam mais ainda. Foi assim no 996 é assim na realidade.
(fim)
A premissa que o tempo é dinheiro nos faz correr nessa infinita highway a 31684168547684 neuronios por hora. Matrix existe e se situa em todos os campos semanticos do mercado financeiro. Hoje passei pela rua e vi uma pessoa dormindo com um lençol enquanto homens engravatados falando em blueberrys passavam. É contraditório ter uma conjuntura contra o tempo para se ganhar tempo. Todo o totalitarismo do gorverno no v de vingança também existe. Minha questão é saber por que isso não muda? Como a ditadura do proletáriado não chegou? Será que somente com argumentos economicos posso afirmar a alienação das pessoas?
Isso tudo me faz lembrar do Chapeleiro Maluco e sua briga com o Tempo.Marcadores: andar de trás para frente, costas, inverso, prefixos de negação |