segunda-feira, 7 de abril de 2008
Apontamento de Lembranças
Olá novamente caros espectadores de uma única poltrona. O bloco foi para rua e agora está de volta... depois de 634136846384 anos depois do "cadê meu cérebro?" ou do pré-histórico "carioca na veia" - sim, esse nome é vergonhoso! Mas todo mundo tem o seu lado playboy quando pré-adolescente de classe-média -. Resolvi acabar com meus outros meios de me comunicar no cyber-espaço e voltar a esse humilde porém lunático blog, pois agora isso é nostálgico e obsoleto. Nada melhor para um apontamento de memórias!

Ai ai, Fico por aqui com as explicações e começo então a apontar ou criar memórias na fonte Arial tamanho 10 - eu to me segurando com essa piada, que no mínimo é sem-graça, desde que a Samantha começou a falar sobre memórias e fontes de pesquisa -. Espero que gostem dessa visão meio estranha do mundo.. mas se não gostarem também, sinto muito. Daqui a uns 35 anos - isso se o mundo não acabar em 2012 ou em 2039 - vocês comprem minha biografia, ouquei??

Então... São muitas histórias para contar até aqui, tem a vagabundagem do pH no ano passado, minha entrada na faculdade de história na uff - siiim!! uhul -, o trote macabro de história, as minhas 14 horas de fome no hospital por causa de um tumor na orelha que eu mesmo criei, a risada macabra do meu culular quando se recebe mensagem, o câncer de mama e no fígado da minha mãe - e o mais bizarro... o signo dela é câncer! -, as apostas envolvendo açaí, meus amigos do cp2 que não vejo a muuuito tempo, os novos amigos fanfarrões da UFF, os ataques de risos neurôticos, o futvolei depois do trabalho, futebol quarta-feira no aterro, o show dos mutantes com direito a cantada gay, as filas de banco com dança das cadeira, o bloco da amizade infinita, barrado no show da nação zumbi, o carnaval - desse ano - intenso com direito a praia com chuva em grumari, as bebedeiras na lapa, a sinuca da lapa, o churrasco sem carne na casa da Dessinha, a lenda do clube de Mambo, as flores do dia 31, a pipa sem vento no aterro, as idas ao bonomia para tomar açaí, o show do fresno e do revolucionnários, o cep 20.000, o MAM, o museu de artes contemporânea que numa parede estava estampada o rosto de Jimi Hendrix, a lapa novamente mas agora com o funk de 3 conto, e o forró que não lembro das músicas, o trabalho no estoque, o trabalho no porto de Sepetiba, o trabalho visto por Marx - realmente, isso me marcou -, o chapéu estilo mad hatter, o chapéu-marmota, o bêbado do carnaval, o bloco do barba, o carnaval desse ano, os ataques de ciúmes e possessividade, o jardim do pânico, o arthuzinho - o leão com frio -, a troca do nome da Nati só para deixa-la bolada, o paredão no cp2, as festas juninas que depois viraram outubrinas, o funk no boqueirão, o pé na cabeça, as aulas de kung-fu com o Cauíque, o futebol de domingo no campo de terra, o futebol de quarta no society, o futebol no Maracanã com direto a xingar a torcida do São Paulo e me arrepender depois, o RPG que acabava em risadas, a Ferrari Marannelo que foi confundida com um Mustang GT mas na verdade era para falar do Tom Morello, o Mistério dos 5 estrelas, a Comissão de costa, fazer a Carolina esperar 40 minutos na banca de jornal porque eu não estava devidamente arrumado, o banho de chuva antes da aula de história do pH, o chororô no cinema, o Labirinto do Fauno, as fantasias de piratas para assistir os Piratas do Caribe, o Ricardo Daniel - personagem homossexual que acabou sobrando para mim numa adaptação de gota d'água -, uma aprendizagem ou livro dos prazeres aplicado na vida real, o desmaio no 996 seguido de uma zoação da mulher ao lado, a festa surpresa para a Carol com direito a foto da galera, péssima experiência no clandestino bar, a viagem a ouro preto e as piadas sem graça do Diego, a feijoada no remanescente de quilombo em Paraty, a rave em Ipanema no reveillon, a minha mãe tentando cortar minhas unhas quando era pequeno, o estalinho no ouvido, a inesquecível praia e surgimento do Triatlu Muderno, o Oi Futuro com a Carolina - naquele tempo ainda era Carolina, o desfile da Victoria Secret's sendo comentado com a Kikinha, o Iluminado às 00:00 no escuro e sozinho, a transformação de um Deus em humano, a descoberta de novos sentimentos, meu dedo quase quebrado no aterro por causa de uma dança da vitória, meus ovinhos no Bruno, as porradas do Bruno, a gerente do banco neurótica e pedante, o cliente que tem escritório na Rua da Batata, a frase "crazy little thing called love", o pós-carnaval com meu pai...

E para terminar por hoje - por isso não vou desenvolver esse pensamento -. Reparou que os guarda-chuva (ou seria guardas-chuvas) aumentaram? Hoje fiquei preso fora do escritório de manhã e reparei... Só guarda-chuva gigante e das mais variadas cores porém o que mais me chamou atenção foram as mulheres com guarda-chuva pretos, azuis, xadrez e os homens com guarda-chuvas rosas... entranho.

enfim, prometo não ser tão cansativo no outro poste.
posted by Curupira da cidade grande. @ 09:22  
3 Comments:
  • At 7 de abril de 2008 às 13:02, Blogger James M. Barrie said…

    Meu guarda-chuva é bem pequeno, cabe no bolso.
    Mas até gosto de guarda-chuvas meio grandes e antiquados e antigos, tipo o que o Cauíque me emprestou ano passado e que ficou comigo uns 4 meses.

    Enxurrada de memórias... já tive essa fase. O passado sempre volta rasgando, dando um pontapé na porta dos fundos.
    O que é legal, porque quando não é assim, quer dizer que não foi intenso.

    E foi intenso.

    De RPG's ao Clube de Mambo, o que importa é que vivemos.

     
  • At 8 de abril de 2008 às 14:49, Blogger Luiz Pedro said…

    Sim!
    o trabalho visto por marx, meu camarada. Isso também me marcou. E de uma forma incrível.

    Alias, muitas coisas nos últimos tempos. E a faculdade trazendo pessoas novas e parceiras né?
    Vou t falar que tinha medo, não sabia quem ia entrar, como iria ser...
    Mas as coisas caminharam com solidez. Intrigantemente até....

    Acho que começamos bem por ali, apesar do splintter ter tido vontade de nos derrubar ontem

    =)

     
  • At 8 de abril de 2008 às 23:00, Anonymous Anônimo said…

    Terval! Eu adoro seus textos que não se preocupam muito com uma linha lógica(o que os torna difíceis de acompanhar, mas o fato de serem adoráveis faz a gente relevar essa parte =p). ^^
    Um absurdo não ter citado o meu Mocózinho, mas ok...
    Que a vida te traga muitas outras lembranças assim pra poder compartilhar com seus fiéis leitores =)
    beijooo

     
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