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| terça-feira, 24 de junho de 2008 |
| Aula de HIstória Medieval |
Vou tentar algo novo agora...
Na aula de medieval onde coisas abstratas acontecem minha mente não parava de "sinapsiar" e veio a inspiração amarelo-rosa-preto e branco. Um dia antes conversava com uma colega de história, talvez, mais lunática que eu - desculpem, mas eu realmente sou parametro de pensamentos alternativos.
Se pararmos para analisar o Arlequim é um merda! Estava lendo alguns significado de cores e descobri que o amarelo significa alegria porém ao mesmo tempo desespero. Espere um segundo, Frejat deve ter lembrado do Arlequim ao dizer que quem ri de tudo é desespero. Até o sol é desesperado! Erradia calor e alegria de um domingo no parque todavia tente andar no centro do Rio de Janeiro - agora tenho que especificar - com um sol bem alegre, realmente não rola, nem anda e o desespero para achar uma sombra chega a beirar todos os limites da esquiziofrenia! Os indícios para essa alegria aparente e superficial já me bastavam. Minha mente não parava e lembrei de meu camarada barbudo de outras revoluções rubro-grandiosas, para variar.
Veja bem, no momento que vivemos para trabalhar não temos tempo para pensar no que realmente nos faz feliz. O trabalho nos oprimirá a sobreviver somente para trabalhar, sem analisar a vida, viver com preocupações onde o trabalho é a solução, vida concreta. Sem expectativas, ocupados somente em nascer e morrer na sala de jantar. Embora queremos não só comida, o trabalho não dará diversão e arte para o meu tão feliz Arlequim ou tantos outros trabalhadores que dão um jeitinho brasileiro para sorrir.
Enfim, foi na tão esperada aula de Medieval que pude concluir meu pensamento amarelo. Pode parecer meio filosófico, teórico ou elitista. Entretando, toda essa felicidade voltada para o dinheiro, para o trabalho, a corrida contra o relógio, a alegria de ver o mengão ganhar no domingo a tarde durante o churrasquinho no bar ali da esquina é ilusão. Seu filho sem escola e seu velho sem dente faz com que os Arlequins atuais sejam desesperados inconsientemente pois nem isso o trabalho, a novela das oito e o superpop deixam-no lembrar.
Logo em seguida veio o rosa colombiano. Como já rezava uma velha piada: "- mulher já olha para a bunda de homem pois é ali onde está a carteira" e Hermes e Renato - antes de continuar quero deixar claro que sou só mais um sofista - com seu famoso "caralho, pirulito ou salsicha, mulher gosta de dinheiro e quem gosta de piru é bicha" me ressaltou o interesse de Colombina gostar de Arlequim. Ele, por ser feliz, não transparece nenhum problema. Não existe tempo feio só o sol com o céu azul, tornando prazeirosos todo os dias. Acredito que ela tenha medo de ver a melancolia de Pierrot e assim descobrir suas dúvidas e sofrimento também, por isso se esconde na alegria do nosso Primeiro Zanni. Até porque ele dá apoio, segurança e alegria anestesiando toda a seu medo do mundo fazendo-a esquecer que as nuvens não são de algodão e os ventos também podem ser feitos através de bombas atômicas.
Até que enfim cheguei no Pierrot! Meu querido hipocondriaco Pierrot. Sua negação preto e branca me fascina, ele nega sua própria existência devido a uma outra pessoa. É louco por ela, sua paixão incondicional não o permite viver. E mesmo assim nega, tenta superar mas não consegue. Pierrot pensa ser um tanto maior somente com um olhar encabulado de Colombina. Ele sente inveja, raiva, repudio e ciúmes de Arlequim, ele é humano. Tem sentimentos tristes mas não deixa de ser humano pois tais sentimentos não passam de uma caracteristica inerente a cada Homem. Ele sofre por não ter seu semelhante perto e não por causa de dinheiro ou outros bens que nosso mundo nos oferece. Um dia chegará sua felifidade, é claro, e diferente do pobre Arlequim ele dará valor.
E eu.. já neguei essa teoria faz tempo, se não ficarei loucoMarcadores: Arlequim, Colombina, Pierrot |
posted by Curupira da cidade grande. @ 02:02  |
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| 4 Comments: |
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mania que temos de gostar mais das vítimas.
mania de historiador, sobretudo, e que gosta do método marxista, principalmente! [pode me incluir]
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OI WALTER MEU CAMARADAHAPOSTEI O MEU PÉ QUERO DIZER O MEU CHULÉ NAIM , NAUM O MEU TETO EXPLICA TUDIMVAI LA CONFERIR MAS NAUM SOU HIPOCONDRIACO NUM SOU MENGAO!!!!!!
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Naum li esse post naum... ahahahhaha... To de ferias...e nas ferias eu naum qro saber d medieval...d nd...qro soh scng, night, churras e futebol...hahahahahah
Daki a poko eu leio com + calma os teus posts, caraa... Vlw pela moral lah no blog...
Abração!
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Vivamos, então, num mundo amarelo-preto&branco-cor-de-rosa. E saibamos ser três: ColombinArlequim&Pierrot para não cair da corda bamba que é a nossa vida. Sempre há tempo para diferenciar o amarelo-desespero do amarelo-alegria. E sempre há tempo para se descobrir que o mundo não á apenas cor-de-rosa. Vivemos debaixo do Arco-Íris. Mas... cadê o meu pote de ouro?
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Name: Curupira da cidade grande.
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